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Salão Parceiro: Como definir a comissão paga ao Profissional Parceiro.

Com a nova Lei do Salão Parceiro, fica mais clara a relação entre o Proprietário do negócio e os Profissionais que trabalham no estabelecimento.

Mas para que não haja nenhum tipo de atrito, e principalmente que não se tenha risco de ações trabalhistas, é necessário que seja feito um contrato entre as partes. Contrato esse que deve conter todas as obrigações de cada parte, assim como qual o percentual que deve ser pago ao Profissional Parceiro.

Conheça mais da Lei do Salão Parceiro clicando AQUI.

Definindo um percentual justo

Obviamente, o valor destinado a cada parte vai variar de estabelecimento para estabelecimento e também entre os diversos Profissionais que praticam sua atividade dentro do mesmo estabelecimento, já que são diversas as variáveis.

Tudo pode influenciar na negociação da cota parte do Profissional Parceiro como a experiência, serviço executado, tempo de relacionamento entre as partes, quantidade de serviços atribuídos a cada Profissional, entre outros.

Perceba que, na Lei do Salão Parceiro, não existe um valor ou um percentual exigido pelo governo, o que vale é o bom senso e a negociação entre as partes, ficando ambos totalmente livres para decidirem como será feita a negociação.

 

O que o Salão necessita para definir um percentual?

É necessário, pela parte do salão, analisar quais são os custos inclusos em todos os procedimentos realizados dentro do estabelecimento, assim como o percentual de lucro que o negócio necessita para pagar sua operação.

Inclusos nessa conta, o Salão Parceiro deve considerar os custos fixos, os mais comuns são:

  • Água e eletricidade
  • Telefone e Internet
  • Aluguel
  • Contador
  • Tarifa bancárias
  • Assinatura de Revistas
  • Material de Limpeza
  • Salário dos Profissionais da recepção e da área administrativa
  • Pró-Labore do Administrador (SIM! Você precisa levar em consideração o seu salário para gerenciar o seu Salão)

E também é necessário levar em consideração os custos variáveis (aqueles que aumentam de acordo com o aumento de vendas)

  • Produtos utilizados na prestação de serviços (xampus, condicionadores, esmaltes, etc)
  • Produtos da área da revenda
  • Impostos
  • Tarifa do cartão de crédito
  • Margem para possíveis problemas inesperados.

Conhecer os valores que compõe o seu custo é o primeiro passo para definir a comissão.

Como fazer o cálculo na prática?

Imagine que você não faça ideia do custo do serviço da Manicure, como irá calcular a comissão que você deverá repassar pra ela?

Ex.: Para o serviço de uma manicure que o valor cobrado do cliente é de R$ 40,00, qual é a comissão que deverá ser repassada a Profissional?

Para conhecer a resposta dessa conta é necessário ter em mãos algumas informações:

  • Qual é o custo da higienização da toalha? Ou qual é o custo da toalha descartável? Quantas são utilizadas em cada serviço?
  • O esmalte utilizado é nacional ou importado? Qual é o custo?
  • Qual é o custo para esterilização na autoclave? (saquinhos para esterilização e outros materiais utilizados no processo)
  • Qual o custo dos descartáveis (palitos, lixas, luvas, umectantes, etc)
  • Percentual pago para operadora de cartão de crédito
  • Rateio do custo fixo aplicável no serviço de manicure
  • Outra variável que componha o custo aí na sua empresa

É óbvio que não é possível que eu afirme qual é o valor de comissão a ser paga. Para fazer uma sugestão como essa, seria necessário conhecer os números e os valores dos custos do seu Salão de Beleza.

Obs.: Prepare-se para tudo, inclusive para perceber que está tendo prejuízo em algum serviço prestado. Neste momento você deverá tomar alguma uma decisão:

  • Continuar com o prejuízo da operação, apostando na venda de outros serviços adicionais/relacionados.
  • Adequar os preços ao valor que seja justo e rentável.

 

Já conheço os custos da operação, o que fazer?

Tendo os custos reconhecidos para cada um dos serviços é necessário que você faça um cálculo por serviço. Parece um pouco trabalhoso, talvez até seja, mas isso é feito apenas uma única vez.

Se você tirar um final de semana para resolver isso eu tenho certeza que conseguirá.

Lembre-se que conhecer os seus custos é a forma mais correta de deixar os preços adequados a sua necessidade e também para deixar a operação lucrativa para o Salão Parceiro e para o Profissional Parceiro.

 

Meu concorrente está cobrando preço muito baixo

Antes de entrar em desespero conheça o seu concorrente, faça uma análise de mercado e entenda a forma que ele está precificando o serviço.

Compare os seus preços para ter uma ideia do mercado, mas nunca baixe o seu preço só porque o concorrente está cobrando mais barato. Analise os seus custos e só assim tome a decisão do ajuste do preço.

É necessário analisar algumas variáveis:

  • Ele conhece os custos da operação dele?
  • Os custos fixos/variáveis da operação dele são iguais aos seus?
  • O público alvo dele é igual ao seu?
  • Ele vai continuar no mercado por muito tempo?

Preocupe-se com o seu concorrente, mas não se desespere. Conheça seu custo e ofereça valor ao seu cliente.

Os clientes não compram o produto/serviço apenas pelo preço, eles avaliam o “todo” da sua entrega. Clientes compram se entendem que o seu valor é superior ao seu preço. Pense nisso!

 

Combinado não sai caro

Converse com o Profissional Parceiro, apresente planilhas e informações para que ele perceba os custos e também a sua margem para pagar as operações do Salão de Beleza.

Ambos munidos das informações necessárias em mãos, é hora de sentar e chegar em um acordo justo para todos.

Lembrando que esse é só o começo do processo, após o contrato assinado, a parte mais importante é cumprir com o combinado e evitar qualquer tipo de problema posterior.

 

Faça os pagamentos em dia

Após o Profissional Parceiro compreender o motivo da comissão e o contrato estar assinado, no dia-a-dia mantenha um bom relacionamento com o Profissional e cumpra o seu papel de administrador do seu Salão de Beleza.

Faça os pagamentos em dia e cumpra exatamente o que foi combinado entre as partes, assim você consegue manter uma equipe engajada e comprometida.

Quais são os custos do Profissional Parceiro?

O Profissional Parceiro, como não possui mais um contrato de CLT, devido a Lei do Salão Parceiro, deve ter bastante atenção quanto aos seus custos e deve considerar, não apenas o quanto acredita ser justo a sua remuneração devido a sua experiência, mas também fatores como transportes, alimentação, depreciação de materiais usados e taxas com o MEI.

Se o Profissional Parceiro for formalizado como MEI o custo da regularização é baixo, sendo o valor aproximado de R$ 55,00 mensais.

O Profissional Parceiro consegue regularizar a sua renda, contribuir com os impostos de forma muito acessível e ter a garantia dos benefícios da Previdência Social.

 

Lei do Salão Parceiro: Comissão e a Parceria

A Lei do Salão Parceiro veio pra facilitar as negociações e deixar muito claro quais as regras que devem ser seguidas, mas é necessário conhecer todas as suas informações para fechar definitivamente a comissão para a cada Profissional.

Além disso, é necessário avaliar, também, que o Salão Parceiro terá um custo tributário menor e que esse valor poderá ser revertido em melhorias no ambiente de negócios, inclusive aumentando a comissão dos Profissionais Parceiros.

O valor da comissão deve ser justo para as suas partes. Salão de Beleza e Profissionais devem conseguir pagar toda a sua estrutura de custos e ter uma lucratividade para crescer e prosperar.

Avalie todas essas dicas e faça o seu Salão de Beleza produzir “ovos de ouro” para todos!

Alexandre Silveira

Alê é um entusiasta que te ajuda a construir a empresa e a vida que você ama!

2 thoughts to “Salão Parceiro: Como definir a comissão paga ao Profissional Parceiro.”

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